Ninguém tem o direito de escolher por nós: Erre com a sua cabeça ou coração

Na realidade, ninguém pode viver no lugar de ninguém. Ninguém pode amar, odiar, sofrer , perdoar ou ser feliz no lugar de ninguém. Somos nós que sabemos e sentimos exatamente onde aperta o nosso calo, quais feridas cicatrizaram, quais ainda estão abertas, quais , talvez, nunca irão se fechar. Somos nós que sabemos perfeitamente como algo ou alguém nos faz falta ou como algo ou alguém já não cabe mais em nossa vida.

Muitas pessoas quando vivem um dilema se ancoram na opinião dos familiares e amigos para fazer uma escolha, pois temem errar. Temem fazer escolhas equivocadas e pedem o parecer daqueles que lhes transmitem uma imagem de serem mais vividos, sábios ou preparados de alguma maneira para dar um veredito naquela situação específica.

Ouvir o que as pessoas que nos amam tem a dizer é importante, mas cabe a nós fazer escolhas que dizem respeito à nossa vida. Cabe a nós também arcar com as consequências destas escolhas, sendo elas boas ou más.

Se vivo a vida de acordo com aquilo que os outros pensam, desejam e dizem , não estou vivendo uma vida autêntica, legítima. Sou uma espécie de fantoche ou um ser incapaz de discernir. Quando “acertamos” agindo pela cabeça dos outros, os frutos colhidos não tem tanto sabor , pois não têm convicção. Se “erramos” com a cabeça dos outros, as consequências são até piores porque além delas, soma-se a culpa por ter se deixado manipular.

Na realidade, ninguém pode viver no lugar de ninguém. Ninguém pode amar, odiar, sofrer , perdoar ou ser feliz no lugar de ninguém. Somos nós que sabemos e sentimos exatamente onde aperta o nosso calo, quais feridas cicatrizaram, quais ainda estão abertas, quais , talvez, nunca irão se fechar. Somos nós que sabemos perfeitamente como algo ou alguém nos faz falta ou como algo ou alguém já não cabe mais em nossa vida.

Não adianta falarem que o modelo X de relacionamento é melhor do que o modelo Y. Não adianta falarem que devemos fazer isso ou aquilo porque seremos mais saudáveis, mais bem sucedidos, se não acreditamos que a adoção de determinadas atitudes nos farão realmente bem, até mesmo porque cada um tem um padrão de bem estar, de prazer e felicidade. O que é romântico para um, pode ser meloso para o outro. O que pode ser emocionante para algumas pessoas, pode ser desgastantemente intenso para outros. O que pode ser sexy para uns, pode ser vulgar e até mesmo asqueroso para outras pessoas.

Não adianta falarem que tal pessoa é o genro ou a nora perfeita se lá no fundo não sentimos que aquela pessoa tão querida por nossa família nos completa. Não adianta namorar alguém que a nossa turma de amigos adora, se na intimidade, por mais que reconheçamos as qualidades positivas do nosso parceiro, não estamos felizes. Não adianta a gente tentar agradar quem está ao nosso redor , transmitindo uma imagem de força e equilíbrio, se por dentro estamos ruindo.

As coisas acabam ou recomeçam quando nós sentimos que elas acabaram ou recomeçaram. Não podemos jogar tamanha responsabilidade sobre os ombros daqueles que nos amam. Não podemos tentar nos safar da complicação que é decidir, que é escolher. É a nossa capacidade de pensar com a própria cabeça e arcar com as consequências das escolhas feitas por nós que nos tornam pessoas realmente autônomas.

FONTEObvious Mag
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