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 “Esta é sem dúvida uma das desculpas mais esfarrapadas que se podem dar, esfarrapadas sem propósito, piedosas? Acho-as dispensáveis, apenas isso.

Pode não se ter tempo para fazer um jantar complicado, pode não se ter tempo para estar com as pessoas, pode não se ter tempo para ir às compras, para tratar da casa, para tarefas que ocupem mais que um par de horas.

Mas o “não tive tempo” nunca pode ser usado nos contextos básicos.

Para a não realização de tarefas, e quase nunca as são, que demoram menos que um minuto. Quais? Fácil. Responder a um sms, telefonar a um amigo, perguntar a alguém que se goste se está bem, querer saber.

Não devia ser uma tarefa. E todos sabemos que ocupa menos de um minuto. Todos temos um minuto, por mais atribulado que seja o nosso dia.

Se os gastamos noutras coisas é porque as prioridades não passam por responder a um sms, ligar a alguém que se goste, telefonar a um amigo. Prioridades trocadas?

O básico é tarefa? Se sim, porque só assim se justifica o “não tive tempo”, eu passo. O mundo anda todo ao contrário, parece-me.”

Fonte: “A pipoca dos saltos altos”
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