Não jogue o amor

É bem mais fácil tentar aconselhar uma pessoa, do que resolvermos nossos próprios problemas.

Nem todos aqueles conselhos dados, são colocados em prática por quem o fala. Por muitas vezes, aconselhamos o que não conseguimos fazer. É como uma válvula de escape. Sabemos o que devemos fazer, sabemos como fazer, mas não conseguimos fazer. Procuramos aconselhar sempre o melhor, porém, o nosso melhor pode não ser o melhor do outro.

Essa troca de confiança, é como se fosse um jogo da vida.

Se você for um jogador fraco, facilmente vai se deixar levar pelas outras peças do tabuleiro. Se for um jogador forte, vai teimar até o final da partida. Se você for um iniciante, seja cauteloso. Mas, se você for persistente, acabou de ganhar uma concorrente. Minha vida é guiada pelas batidas do meu coração, não somente, pelos meus princípios.

Dizem, que estou presa em um sonho e que eu preciso acordar o mais rápido possível, antes que a vida passe por mim e eu nem ao menos perceba a importância dela. Preciso abrir meus olhos e enxergar o jogo que a vida me colocou, aprender a me manter em pé, mesmo quando o corpo quer deitar. Me manter segura, mesmo que um impulso tente me derrubar. Manter minha coragem e minha determinação, mesmo sentindo medo. E cada vez que eu avançar o nível, como regra principal do jogo, ganhar experiências. Não, o amor não é um jogo. Ainda que fosse um jogo, todos os jogadores sairiam perdendo.

A conquista, a sedução, a invasão, o desejo e todas atrações que despertam na outra pessoa a vontade de vir até nós, se perdem se você não der valor. Paixão não é amor. Intensidade, não é necessariamente amor.

Seja qual for o sentimento, pode ser intenso.

O amor também pode ser intenso, mas se solidifica com o dia a dia, não das noites de verão. O amor é constante. Amor combina com planos, constrói respeito mútuo, admiração e desejo. Quando, por acaso ou descuido esse jogo termina, ninguém vence, todos perdem. No jogo da sedução, acabar um relacionamento pode até ser considerado uma vitória, mas no amor, isso é responsabilidade. O menos derrotado, acaba sendo quem não tomou decisões, quem tentou evitar e partiu sem nenhum tipo de culpa. Assim o jogo perde o sentido, todos jogadores perdem. É possível aumentarmos a intensidade, colaborar ou ficarmos no limite, o que não faz sentido, é tentar forçar o erro do parceiro. No amor, ninguém vence no final do jogo.

Porque não existe final, vencer é continuar.

É apostar uma vida inteira e nunca mais jogar, nem mentir e nem enganar.

O amor, na verdade, só é um jogo na cabeça de quem não sabe amar, exceto a si mesmo. O prêmio para quem aprender todas as regras de como manter o coração aberto, além de ser o amor, também são as constantes, sensações de borboletas no estômago.

Vence o jogo, quem não jogar.






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