É sempre assim. A gente vai deixando pra dizer que tá com saudade só no outro dia.

A gente vai deixando pra depois só pra mostrar que não se importa tanto assim.

A gente vai deixando a gente pra depois que é pra não se entregar fácil demais ou deixar transparecer “desespero”.

E, então, esperamos.

E eu vou esperando ela vir falar primeiro, e ela também me espera. Eu espero, ela espera e o amor também.

E aí o que poderia ser lindo torna-se em cinzas. Tudo por desperdiçarmos as chances que nos são dadas, por não deixarmos nosso orgulho de lado e evitarmos tão duramente demonstrar qualquer tipo de sentimento que possa transmitir o mínimo interesse.

E assim vamos vivendo: desapegando sem nem ao menos antes ter se apegado, desamando sem nem ao menos antes ter amado e se desinteressando até deixar de lado.

E você espera ele vir falar primeiro, do mesmo jeito ele também te espera. Você espera, ele espera e, no final das contas, o amor também espera. Mas não espera pra sempre.

Precisamos, mais do que nunca, aprender a desesperar um pouco mais.

 

Escrito por Alisson Christian Freitas.

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