A vida acontece, independente do nosso esforço para fazê-la com que não aconteça. Poupe energia e deixe rolar. Comigo não foi diferente. Eu não a esperava. Sequer estava preparado. Se não deu tempo de arrumar a casa, imagine meu coração. Meu peito ainda eram feridas abertas, resultado de outras relações. Eu havia prometido a mim mesmo dar um tempo nesse “lance” de amor, mas como dizer não a ela? Não dependia mais de mim. Ela me teve como algo tão natural que logo conquistou minha confiança. De alguma maneira que ainda não descobri, roubou meu coração ou essa colcha de retalhos que carregou no peito.

Ela entrou e bagunçou tudo. Não havia bússola que me colocasse no prumo. Havia apenas uma direção a seguir: ela. Me conquistou como eu jamais imaginaria ser conquistado novamente.

Por ela eu cruzei os dedos, fechei os olhos e pedi a estrela cadente para que dessa vez fosse diferente. Confiei nela. Acreditei que com ela seria diferente de tudo que me aconteceu.

E foi diferente. É diferente.

Eu já era dela antes mesmo de saber. Coisa de destino, sabe?!

Demorei mas entreguei nas mãos dela o que tenho de mais precioso. Meu coração, aquela colcha de retalhos, lembra?! Pedi para que ela não reparasse nele, pois os desamores do passado o castigaram um pouco. Esse coração que de tanto somar desilusões cansou. Percebeu que amar por dois é doloroso. Até ela surgir e passar uma borracha em tudo que eu já tinha vivido. E aceitando reescrever o futuro ao meu lado e redefinindo o conceito de amar e ser amado.

Não posso obriga-la a ficar, mas preciso dizer que estes meses que passaram foram os melhores da minha vida. Que já tem até um lugar na minha vida que é todo dela. Ela cativou o melhor em mim. Me ensinou que amar é navegar a dois, variando entre calmaria e tormenta, que faz sacolejar, que causa medo, porque para estar vivo mesmo é imprescindível sentir aquele friozinho na barriga.

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Espero que possamos tornar realidade tudo que sonhamos juntos. Mas deixo que a vida nos brinde com o que há de melhor. E se tiver de ser ao lado dela, será.

Escrito por Eduardo Rocha

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