ME ARREPENDO DE TER FUGIDO, VOCÊ ERA MEU E, HOJE, SINTO SUA FALTA

Escrito por Monika Jordão, colunista do Sábias Palavras.
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Você se foi. Eu não te conheço mais, muito tempo se passou. Nunca mais vi seu rosto, nunca mais olhei nos seus olhos, não senti mais seu cheiro, seu toque ou seu beijo.Nunca mais ouvi sua voz, seu sussurro ou seu grito nervoso.

Não sei mais qual é sua comida preferida, nem sei se você ainda dorme com a TV ligada. Se ainda toma leite toda manhã ou se o vinho ainda tem que ser seco.

Não sei se deixou seu cabelo crescer ou se raspou de novo.

Mas de uma coisa eu sei: Eu ainda me lembro de você.

 

Sei que não é no meu ombro que você chora, que não é na minha mão que você pega no passeio do shopping e não é nos meus olhos que você olha por alguns segundos antes daquele sorriso tímido.

Não é no meu cabelo que você passa a mão quando quer fazer um carinho discreto. Não é a minha boca que você beija calorosamente nem o meu corpo que você toca com fervor.

Não é pra mim que você liga quando algo ruim acontece, nem quando uma boa notícia aparece. Não é em mim que você pensa antes de dormir e nem quando acorda.

Não sou mais eu, definitivamente.

 

E nem poderia ser, eu fugi.

Fui embora correndo e não olhei pra trás.

Tive medo.

 

Nossos caminhos se cruzaram por acaso.

Você, idiota que é, se entregou. Eu, idiota que sou, me perdi.

E foi por medo.

Era nova demais, imatura demais, insegura demais, enfim…

Era demais pra mim.

 

Penso naquele tempo e dói.

Dói porque sei que hoje seria diferente.

 

Pode parecer loucura, e provavelmente seja mesmo, mas algo me diz que a gente daria certo. Não sei como seria, se a gente ainda teria aquela química louca, se ainda seriamos cúmplices e companheiros.

Será que iríamos pra praia, de novo, só pra molhar os pés no mar e ver o pôr do sol?

Será que você ainda ia adorar minha mania de morder o lábio?

Será que eu ainda ia ficar doida só de ver pro seu sorriso solto?

Será que você ainda ia me chamar de linda quando eu acordasse descabelada?

Será que eu ainda ia pegar sua mão quando caísse uma tempestade?

 

Será?

Não sei.

 

Eu só queria, ao menos mais uma vez, olhar pra você.

 

Eu não fugiria.

Eu mergulharia no seu beijo e moraria no seu abraço para sempre.

Escritores4-01

 

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