Já não preciso que gostem mais

“Lembro-me de quando ainda tinha vinte anos. Minha vida e a de meus amigas girava em torno de quantos meninos gostavam de mim. Realmente, era um autêntico calvário.

Cada fim de semana era uma loucura mental pensar como me vestir, me maquiar e me arrumar para sentir que gostava…

Minha autoestima dependia das circunstâncias externas, mais nada. Todos me consideravam uma garota boa, inteligente, estudiosa, mas eu não via nada disso em mim.

Minha valorização como pessoa estava tão somente no número de meninos que tinham me olhado no sábado noite e se algum tinha se aproximado, ou não, por mim.

gostar-de-mim

Se eu não tivesse sorte naquele sábado, não sentia inveja das minhas amigas, mas eu tinha uma sensação de tristeza e de falta de confiança que me ultrapassava…

Agora já não vivo para ser sexy ou para que outras pessoas gostem de mim… Vivo para gostar de mim mesma.

Penso que, de certo modo, todos sentimos isso alguma vez. Meninas e meninos tentam ser os mais bonitos da festa.

Embora não percebêssemos naquele momento, estávamos na idade da exibição e todos nós tentávamos abrir nossas asas como pavões para conquistar um companheiro.

“A autoestima é tão importante para o nosso bem-estar quanto as pernas para uma mesa. É essencial  para a saúde física e mental e para a felicidade”

– Louise Hart –

Com o passar dos anos, sinto que os solteiros entre 30 e 40 anos entram um pouco na mesma espiral; todos querem que os outros gostem deles.

Mas já é diferente, agora a autoestima não depende de que me olhem ou não. Agora, por fim, me sinto segura de mim mesma, pelo que sou, pelo que sinto, a respeito do que quero e, sobretudo, do que não quero.

Agora os outros não decidem com um olhar o que valho ou não valho, agora isso dito eu. Já não me importa que olhem as outras; eu sou como sou.

Me sinto feliz por minhas conquistas, por meus erros e acertos, minhas virtudes e meus defeitos… agora já não vivo para ser sexy ou para que outros gostem de mim, vivo para gostar de mim”.

Não preciso que os outros gostem de mim, desde que eu goste

Esse poderia ser o relato de muitas meninas e meninos que vivem sua adolescência e sua juventude com tristeza. Que não se sentem felizes se não acreditarem que são atraentes para os outros.

É um fato muito triste e que acontece com muita frequência. O mais triste é que, na vida, a juventude só se vive uma vez e devemos vivê-la com alegria.

Na maioria dos casos, com os anos adquirimos autoestima e segurança em nós mesmos. Em outros, essa baixa autoestima vai se arrastando e condiciona nossa vida,sobretudo quando a sensação de solidão se prolonga…

Mas temos que pensar que os tempos mudaram, que estar solteiro não significa valer menos ou mais que ninguém… E que, além disso, não somos uma moeda de troca.

Então será que realmente merecemos isso? Tudo depende de que nos olhem? Tudo depende de que nos digam algo bonito na rua ou de que sintamos que outros gostem de nós?

balões de corações

Como podemos deixar para trás esses pensamentos?

  • Fale com os que gostam de você e com os que você sabe que são sinceros. Pergunte a eles o que gostam em você.
  • Busque os abraços dos seus amigos e familiares. O abraço é uma poderosa arma para se sentir querido e para aumentar nossa autoestima.
  • Deixe de se comparar com outros. Aprenda que somos únicos e insubstituíveis. Todos temos coisas maravilhosas.
  • Deixe de procurar a aprovação contínua dos outros, principalmente pela sua aparência física. As pessoas que agradam mais são as mais seguras de si mesmas.
  • Olhe-se no espelho e goste de você. Você é único, não se esqueça, e isso é o que o faz especial.

“Levei muito tempo não julgar a mim mesma através dos olhos dos outros”
– Sally Field –

FONTEA Mente É Maravilhosa
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