Me firmo na certeza que tenho sobre uma vida a dois toda vez que te olho.

Talvez, de fato, eu não seja assim tão suficiente. Talvez, mas só talvez, é necessário que haja outras pessoas, outras palavras e outros corpos. Talvez, ainda sim, só talvez, você precise disso e eu não te culpo. Mas que enquanto eu existir saiba que pra mim não há nada que brilhe mais que seu sorriso.
Não enxergo em luz alguma o brilho que enxergo em seus olhos quando os mesmos estão me encarando tão docemente. E mesmo depois de alguns “talvez” dessa vida, eu me firmo em certezas que você me proporciona. Me firmo na certeza que tenho sobre uma vida a dois toda vez que te olho. Me fixo na certeza que tenho sobre a gente, quando minha mão se encaixa tão perfeitamente na sua. Nosso entrelaçar de dedos é o complemento perfeito. O cheiro do teu corpo, que se firma assim tão sutilmente em minhas roupas é aroma que perfume algum tem. Os milímetros do teu corpo, tão bem desenhado, tão bem calculado, são assim tão per(feitos) pra mim.

 

Cada traço em você me faz questionar minhas convicções, ao pensar que é humanamente impossível que algo tão belo não seja, de fato, obra divina. Por vezes quis lhe emprestar meus olhos, para que quando estivesse frente a um espelho, pudesse por uma vez que fosse, se ver assim, exatamente como eu te vejo. Queria por vezes que você pudesse estar em meu corpo pra então sentir-se como me sinto com nossos abraços e afagos. Tão seguro. Tão confortável. É como se nada mais importasse. É como se todas as luzes da cidade se apagassem e eu pudesse ver apenas o brilho do nosso sentimento. É como se tudo ao meu redor perdesse a cor e só o verde dos teus olhos fosse assim tão marcante a ponto de que eu não notasse mais nada além disso. Então, assim como canta a música, deixe que eu te amo até que você aprenda a se amar. Só me deixe te amar.
Deixe que com o passar do tempo eu faça você ver exatamente o que eu vejo quando tão bobamente te observo acordar. Te observo levantar com a cara amassada, cabelo bagunçado e sem roupa alguma. Te observo assim, tão natural e percebo que não há produção em um outro alguém que me faria trocar você. Percebo que pra mim não há coisa mais linda. Sorriso melhor. Corpo melhor. Boca melhor. Olhar melhor. Simplesmente não tem! Não vejo em ninguém o que vejo em você. Em mim, ninguém desperta o que você desperta. A saudade é grande, mas maior ainda é a certeza de que logo estarei em seus braços e você nos meus. E por mais que eu não conheça a praia, ainda acho que em você eu tenho o melhor de todos os cais.

 

Faço de ti área portuária e me atraco em você. Lanço em mar aberto minha âncora e de forte tão consolidada em ti me firmo. É possível que a maré balance, é possível que o mar se agite, mas afinal, mar calmo nunca fez bom marinheiro, não é mesmo?! Então em ti permaneço. Em ti me (re)invento. Em ti faço minha brigada pros dias de tempestade. E ao te olhar tenho a certeza que paisagem nenhuma me faria me sentir como eu me sinto. Pessoa linda. Por fora e por dentro. Eu estou chegando, me espera de braço e peito aberto. De alma. De corpo. Me espera que por mais contraditório que seja, comigo vai a calmaria pra essa maré turbulenta de nó. Essa maré turbulenta de nós.
Escrito por Bruno Campos.
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