download1-  Acompanhar as diferentes fases do parceiro

Pessoas são metamorfoses ambulantes, que mudam de trabalho, de casa, de ritmo, de opiniões, de visão de mundo, de interesses, de necessidades, de estilo e de vida. Quando estamos em um relacionamento longo, vemos de perto essas transformações do outro, e muitas vezes acabamos crescendo junto com o companheiro, mas divergências também podem surgir, e acompanhar essas várias fases da vida do outro pode ser um desafio. Às vezes acontece de um dos dois acabar entrando em uma fase da vida que o outro não consegue entender e se incluir. Por exemplo, você entrar na faculdade e ele estar se matando no emprego novo: são dois estilos de vida diferentes que podem gerar conflito caso um não saiba acompanhar o outro.

2- Intimidade não é fazer número dois de porta aberta

Intimidade não tem nada a ver com fazer o número dois de porta aberta ou pedir pro outro cortar a sua unha do pé.  Intimidade está na relação que não deixa espaço para silêncios constrangedores, na qual o vazio não incomoda e você se permite ser quem você é e não ter vergonha da sua nudez – física ou emocional. Por isso é bom não deixar o romantismo acabar, para que a intimidade seja aquela coisa gostosa, e não aquela intimidade escatológica too much: ficar de calcinha é uma coisa, ele ter que ver você trocando de absorvente nos seus dias sofridos é outra beeeem diferente.

3- Não é porque você está comprometida que vai relaxar e se embarangar

É essencial nunca perder a vaidade, continuar se cuidando, se amando e fazendo isso exclusivamente por você, não só pelo seu companheiro. É claro que em um relacionamento longo a gente acaba relevando várias coisas, como uma depilação atrasadinha no inverno, aquela unha por fazer… o que não pode é pensar que, só porque você namora há muito tempo, não tem mais que se cuidar porque já arranjou um bofe pra chamar de seu e não precisa impressionar mais ninguém. Oi? Amor próprio mandou um beijo. Além de que é essencial se gostar para o outro continuar vendo suas qualidades e se apaixonando todo dia.

4- Querer mudar o parceiro não é o caminho certo

Às vezes as pessoas se enganam e erram a conta na matemática do amor, porque o amor não é somar qualidades. O amor é subtrair defeitos, mostrar suas partes mais obscuras e ser amado por isso – e não apesar disso. Porque, afinal, ninguém sabe qual é o defeito que sustenta a sua maior qualidade.

5- Mais paciência, menos brigou-vamos-terminar

É preciso ter discernimento pra saber que, apesar de vivermos numa época de consumismo e amores líquidos – parece até que o conceito do fast food foi transmitido para os relacionamentos -, se alguma coisa “quebrou” no relacionamento, a gente tem que primeiro pensar se vale a pena consertar antes de já ir jogando fora de cara.

6- O amor sobrevive de sutilezas

Não, o amor não atinge o ápice da paixão em um sentimento de plenitude espiritual que te dá a certeza absoluta de que é aquela a pessoa que você vai amar pra sempre. O amor não é sólido. Ele é líquido, é incerto, é feito de ciclos, é mutante. Você se apaixona e reapaixona pela mesma pessoa várias vezes. São como ondas de paixão que te atingem e te levam de volta para o seu primeiro ano de namoro, do coração bater forte e a saudade ser insuportável. É você perder a noção do tempo de namoro porque às vezes parece que estão juntos há mil anos, se conhecem de outra vida, mas ao mesmo tempo ter a impressão de que vocês começaram a namorar ontem. É se encantar todos os dias com as sutilezas um do outro.

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