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Nosso inimigo numero um, sem dúvida, é o medo que gerencia todos os nossos fracassos, frustrações, relações desagradáveis e está por trás do nosso não arriscar. De acordo com a ciência nós nascemos com dois medos apenas: de barulho e de cair, todos os outros são adquiridos durante nossa vivência, nossa passagem pelo mundo, período que estamos nos auto-conhecendo. Precisamos nos livrar deles, enfrentá-los, correr o risco. Já disse o sábio Augusto Cury: “quem vence sem risco, triunfa sem glória. Não tenha medo da vida, não tenha medo de vivê-la.”
Muitas relações humanas são evitadas por causa do medo. Medo de confiar errado, de não dar certo, de entrar num caminho sem volta, de se arriscar, de se ver preso no interior obscuro do outro, medo de se ver a beira de um precipício e sentir atração pelo voo. Por medo muitos se entregam a monotonia do que é seguro, cômodo, por isso, não se arriscam, não ousam voar mais alto e nunca saberão se poderia ter dado certo, como seria viver do outro lado.
Sentimos medo de sentir os dias iguais, de cair em uma rotina prisional, de nos aproximar de coisas entediantes que  não edifiquem. São preocupações de todos nós mas que muitos acabam entrando sem perceber. As pessoas dizem: “tenho medo de barata, escuro, cobra, disso, daquilo”, mas o que verdadeira as amortiza por dentro, se mostra peçonhento, causa calafrios, tremor, é o medo da monotonia, de estarem vulneráveis ao tédio das horas, medo da solidão motivo pelo qual os divãs dos analistas estão concorridíssimos.
Saia debaixo do cobertor e ouse tocar nos seus medos, ouse enfrentá-los e desfazer a intriga entre sua covardia e sua coragem dando razão a última sem pensar que só existe uma alternativa: a de dar errado, por mais que dê você estará livre dessa prisão chamada medo, do casamento interminável com o “e se…” especialidade das suposições que te jurariam amor eterno até que a morte os separassem.
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