Ela não ficou, mas foi amor

Ontem foi meu aniversário. E eu senti sua falta. Foi o primeiro de muitos sem o teu abraço, sem teu afago. Sem muito suspense (exceto aquele de “será que ela vai me ligar?”), sem festa, só um bolo e alguns salgados, nada demais. E, fora isso, foi um dia estranhamente normal.

Chega a ser engraçado perceber o quanto mudei em apenas um ano.

É, afinal de contas, você estava certa ao sempre falar: “Você ainda vai mudar sua visão em relação a praticamente tudo, até mesmo em relação ao amor.”

Há cerca de um ano acreditava piamente na existência de um único amor verdadeiro que fosse durar pra toda a vida. Sabe, aquele amor sem despedidas? Pra mim, funcionava assim: “Se passou, se não ficou, não foi amor.”

Hoje, tenho um pensamento diferente a respeito disso. Acho que existem sim vários amores que passam por nós, mas não ficam. Nem por isso não foram amores de verdade.

O amor é assim mesmo, às vezes fica alguns meses, anos, “meio século inteiro”. E não importa o tempo, você sente que foi verdadeiro.

Só é preciso ter cuidado pra não confundir as coisas, nesse mundo que está do avesso, onde o amor, pra muitos, virou apego.

E, além disso, além desses amores verdadeiros que existem por aí, tem o nosso, que é bem atípico.

Acho até que não existe um tempo verbal certo pra falar do nosso amor. Porque, linda, eu te amava tanto, te amei tanto, te amo tanto e, muito provavelmente, irei continuar te amando.

E mesmo ninguém entendendo, nosso amor foi – e sempre será – um amor verdadeiro, mas do nosso jeito.

 

 






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