E se você não encontrasse o grande amor da sua vida?

Publicamos este texto polêmico, interessante e que te fará pensar de uma outra forma na possibilidade de não encontrar o seu grande amor.

O que aconteceria se, agora mesmo, você tivesse uma bola de cristal para prever o futuro e visse claramente que nunca vai encontrar o amor da sua vida?

O que eu peço é algo muito triste, eu sei. Toda a sua vida você esperou encontrar aquela «pessoa especial», ou pelo menos alguém que combinasse com o seu modo de ver a vida e que pudesse estar ao seu lado. Sim, eu sei, você não é tão ingênuo e não acredita em almas gêmeas, mas, ainda assim, espera encontrar alguém que representa mais que um simples gostar, alguém que queira te abraçar no final do dia, que cuide de você quando ficar doente e que após o trabalho escute suas histórias. Todos temos essa esperança, todos somos humanos.

A procura do amor tem uma característica especial: ela nos influencia constantemente. O amor está em primeiro plano nas nossas ações. Até mesmo quando, na nossa cabeça, tudo está desenhado de outra forma. O amor é a razão para você ir a um churrasco com amigos, mesmo quando você não quer ir, e é a razão dos seus medos e inseguranças em relação ao futuro. Não obstante, ele também é o que te inspira a realizar grandes mudanças.

Sendo assim, se você soubesse com toda a certeza que o amor nunca vai bater na sua porta, com que olhos enxergaria o resto da sua vida? Você mudaria algo no seu dia a dia, pensaria em algum outro plano para o futuro?

A sua primeira reação poderia ser «bom, e daí». Afinal de contas, você é inteligente e tem planos que não dependem da influência de ninguém. Todos pensamos igual, mas tente refletir por alguns instantes, porque há algo sobre o amor que não queremos admitir: ele é uma muleta que usamos o tempo todo; a ideia de que vamos encontrar alguém que vai aceitar e amar todos os nossos defeitos é uma das razões que nos impedem de nos esforçarmos para melhorar.

Se você soubesse que o amor não é uma opção, o que mudaria? Daria mais importância à sua carreira? Investiria em você? Viajaria mais? Sairia da zona de conforto?

Faço essas perguntas porque tendo a pensar que a perspectiva de encontrar um grande amor é um ponto de inflexão. Olhar sob outro ponto de vista uma situação que, inicialmente, consideramos ruim pode, ao final, nos libertar. Ao não ter medo de morrer sozinhos, outras possibilidades se abrem. Podemos tentar viver nos 5 continentes, ter uma carreira espetacular, voltar a estudar para conseguir o diploma tão sonhado, e não precisamos nos preocupar com o dinheiro como nosso sustento e como o sustento da pessoa amada. O amor exerce uma pressão muito sutil, constante e, algumas vezes, de difícil percepção. Talvez a sua ausência possa significar a tão sonhada liberdade absoluta.

Quando não precisamos procurar o verdadeiro amor, entendemos que podemos amar a nós mesmos, viver desafios e alcançar metas inimagináveis e encontrar em nós mesmos o que, inicialmente, procurávamos no outro.

Há uma coisa que devemos parar de fazer: esperar o momento em que outra pessoa aparece para mudar a nossa vida. Seja você a pessoa esperada, viva cada dia como se estivesse apaixonado por você. Afinal de contas, uma coisa é certa: você sempre vai estar ao seu lado, nas vitórias e nas derrotas, nos medos e nas conquistas. É você que vai primeiro dar a mão para você quando cair.

Precisamos começar a valorizar tudo o que representamos para nós mesmos. Há uma ironia nisso tudo: ficamos muito mais atraentes e charmosos quando não pensamos na possibilidade de um amor aparecer, quando caminhamos tranquilos pela vida, livres e sem fronteiras. Irradiamos um tipo de energia que é impossível imitar em outras condições. Essa energia é capaz de mudar tanto a nossa vida como a vida das pessoas que estão conosco.

Por isso, é melhor você parar de procurar a tão sonhada pessoa especial. Seja você a sua metade da laranja.

FONTEThought Caralog
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