Bom, se der saudade, garota, saiba de uma coisa: não vou te ligar e nem te procurar. Por mais que seja o que mais vou querer no mundo, quando a saudade apertar, vou fingir que não lembro teu número. Vou fingir que não sei como te encontrar, mesmo sabendo dos teus gostos e dos lugares em que você, provavelmente, pode estar.

Se der saudade, vou fingir que não lembro onde você mora, vou fingir que você saiu da cidade, que você foi embora. Quando eu sentir saudade, não vou mais te esperar na esquina, ou no ponto do ônibus. Vou fingir que todos os quarteirões são circulares, que não existem mais pontos de ônibus pela cidade.

E quando a saudade insistir em apertar de um jeito que vou achar que não tem mais como aguentar, vou fingir que consigo me controlar, vou fingir que consigo fingir isso tudo que já te escrevi.

Porque isso é melhor que fingir que, se voltarmos, nada vai acontecer de novo e seremos o casal mais feliz na face da terra. Porque, olha, nós já tentamos isso outra vez e não terminou muito bem.

Garota, embora não tenhamos nos falado desde a última vez em que nos vimos, pode até me chamar de convencido, mas sei que você também vai sentir saudade de nós, mas faz que nem eu: finge que acabou.

Porque você sabe que não dá mais pra gente. Nós já tentamos demais, nos machucamos demais. E amor não era pra machucar tanto assim.

Vai fingindo que acabou, até que um dia, quem sabe, com muita sorte, com muita vontade, com algum outro amor que, talvez, chegue aos pés do que tivemos, esse sentimento não resista ao tempo e acabe de verdade.

 

Escrito por Allison Christian Freitas.

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