Bem no íntimo, o que queremos é um amor..

O amor, o romance não vivem de feminismos e machismos, mas se entrega em sentimentos. O amor é puro, genuíno, que não se atenta com as diferenças, com os rótulos, com as opiniões, com os conceitos que criamos. O amor não faz distinção de cor, raça, sexo e muito menos dá ouvido a preconceitos. Não é um sentimento com definições, é apenas viver, sentir o outro e doar gestos.

Estamos em busca de um alguém que além de beijos estonteantes e sexo gostoso, possa ser um romance. Porque bem no fundinho do quereres, o que sonhamos é um amor para a vida toda ou um alguém para durar um tempo necessário, mas que nos tragam suspiros, sorrisos e paz.

Buscamos expectativas de um amor que seja amigo, um colo para deitarmos quando os medos e as fragilidades estiverem nos tirando o sossego. Queremos um alguém com ombro aconchegante para confessarmos segredos, abraços que abraçam alegrias, contratempos e beijos espontâneos que nos dizem: “você é importante”, “te amo”…

Por mais que sejamos independentes, menos sonhadores, não podemos negar que uma mensagem surpresa no celular, um e-mail de bom dia, uma ligação ao meio dia, um convite para um vinho e pizza não sejam importantes ou não balançam o nosso dia. Nada melhor do que expectativas de um encontro, um beijo desejado, mãos que se entrelaçam compromissos.

O amor, o romance não vivem de feminismos e machismos, mas se entrega em sentimentos. O amor é puro, genuíno, que não se atenta com as diferenças, com os rótulos, com as opiniões, com os conceitos que criamos. O amor não faz distinção de cor, raça, sexo e muito menos dá ouvido a preconceitos. Não é um sentimento com definições, é apenas viver, sentir o outro e doar gestos.

Um amor a la Dirty Dancing, é desejo de muita gente. Um beijo a la Casa Blanca é vontade de quem é romântico, sonha amores. Não tem nada de ultrapassado, coisas de cinema, que não existe, que é blablabla…

Muitas vezes passamos a não acreditar no amor, porque nossas expectativas são utópicas demais e nossos desejos suspiram um alguém que não existe, nem em livro de conto de fadas moderno. Buscamos um alguém perfeito – lindo, cama, mesa, banho e rico – este pacote completo nunca existiu, e se algum dia se fez real, acabou adormecendo nas vontades de um príncipe, que só existe quando inventamos amores.

O amor é simples. Não é mais do que um alguém normal que te respeita como amigo. Não precisa ser lindo de viver; dentes brancos; hálito fresco sabor morango; cabelo corte impecável; carro do ano; emprego público, profissional com título ou status; rico, mas que queira viver um romance de sentimento e alma. E, se você precisar mais do que isso, vai ficar na vontade… Ou sozinho.

Buscamos um porto-seguro, um coração para nos entender, nos aceitar e nos fazer felizes. Nada mais além de alguém para nos envolver, segurar as dificuldades com nós. Não precisamos de barriga tanquinho, músculos, precisamos mesmos é de amor verdadeiro, beijo com vontade de ser nosso, conversa amiga e romântica. Um corpo sarado é muito bem-vindo, desde que não se limite apenas a aparência.

Está cada vez mais difícil descobrir um alguém que nos queira bem e que queira algo além de beijos e sexo casual, é verdade. Será que não estamos sendo exigentes demais? Ou não estamos prestando atenção naquela pessoa que nos quer, mas que está fora dos parâmetros dos nossos sonhos? Ou você não notou porque a ansiedade e a pressa não te deixaram prestar a atenção, quando houve um convite depois daquele beijo? Pode ser…

Temos o desejo, a necessidade de um romance, de juntar as diferenças, unir sentimentos e sonhar companhia para o dia a dia. E como temos! Depois de muito tempo vivendo sozinhos, inventando o que fazer para driblar a solidão, vamos assumindo que um alguém sempre é bom, mesmo que seja amante.

Há quem aguente ficar sozinho, sem a necessidade de um alguém ao lado, mas há quem clame paixão e gosta de viver romance… Bem no íntimo, o que queremos é um amor! E, eu também!

FONTEObvious
TEXTO DESimone Guerra
COMPARTILHAR





COMENTÁRIOS