Até os chatos têm seu par ideal

Minhas amigas estão casando! Minhas amigas estão tendo filhos! E a minha única meta é conseguir fechar o dia ok no trabalho, fazer todas as séries da academia e dormir cedo porque depois começa tudo de novo.

Eu sei, já ouvi de várias pessoas e, provavelmente, se você estivesse escutando meus lamentos, iria me falar que: “cada um tem o seu tempo, já já aparece o seu príncipe”. Olha, vou falar uma coisa pra vocês, esse “já já” já passou da hora, já virou jájájájá… infinito. E eu não estou disposta a esperar. Sim, estou levemente revoltada.

Mas ai quando eu paro e penso nas possibilidades que já passaram pela minha vida ou que eu poderia dar uma chance, eu prefiro manter a minha rotininha de trabalhar igual uma louca e juntar meu dinheiro para viajar e fazer plástica.

O texto pode ter ficado um pouco bipolar, mas o recado é esse mesmo: eu quero namorar, mas quero namorar uma pessoa boa, maravilhosa, que goste de fazer as mesmas coisas que eu, tenha bom gosto musical e seja atraente.

Eu escuto das minhas amigas que eu preciso ir para a balada para conhecer homens e ter um paquerinha. Antes eu confesso que até pensava que elas estavam certas, me forçava a enfiar um vestido preto e beber uma vodca com energético. E acabava a noite conversando com o segurança do fumodromo, pensando em como estar na minha cama assistindo séries seria melhor do que dividir o espaço com aquelas pessoas vazias. Ok, não posso generalizar, mas eu não quero ficar com uma pessoa vazia, que só pensa em status, explodir a champagne e não consegue ao menos ter um diálogo inteligente.

Porque eu confesso, queria mesmo era estar ficando noiva na Italia e planejando os lugares da mesa do meu casamento. Sabe? Minha terapeuta me mandou escrever. Eu tava com medo de falar sobre isso com ela e perceber que eu sou um erro maior do que eu imaginava e por isso não tenho ninguém.

Sou chata. Eu tenho certeza disso. Mas até os chatos têm seu par ideal. O problema sou eu? Sempre fui aquela pessoa tranquila em relacionamentos, que liberava a saidinha do boy para beber com os amigos.

Eu não sou aquela menina que vai tirar foto com a plaquinha na balada “se namorar fosse bom isso aqui tava vazio” e muito menos aquela que diz “solteira sim, sozinha nunca”. Aliás, já me recuso a ir em baladas há um bom tempo.

Será que o segredo é ser uma daquelas pessoas que fazem voz de bebê e usam apelidinhos melosos? Eu não queria pensar que sim. Mas se esse for o principio básico para realmente amar e ser correspondida, eu já vou logo fechando o cruzeiro da terceira idade para o Caribe.

Acho que até lá eu já superei.

FONTESem Caô
COMPARTILHAR





COMENTÁRIOS