Ando tão textual que poderia amá-lo em versos

Eu poderia amá-lo em versos, abraçar seu corpo, acariciar cada pedaço da sua pele, beber aos goles seus pontos e vírgulas, saborear as suas palavras, desfrutar a umidade dos seus suspiros, acalmar seu discurso e deixá-lo louco com o exagero das minhas letras…

Posso sentir sua reação a cada carícia, percorrer suas curvas, acalmá-lo com vírgulas, acentuar cada poro da sua pele, acariciar a sua essência, fantasiar sobre os caminhos da sua história, gerenciar seus capítulos, folhear a suas páginas e fechar a encadernação da sua cintura.

Eu ando tão textual que poderia comê-lo em versos, devorá-lo em prosa, cozinhá-lo em rimas e enfeitá-lo com os garranchos da minha mente. Então eu o faria meu, e eu seria sua durante os momentos que durarem a nossa leitura.

“Eu lhe daria um café com Borges e um charuto de Cortázar. Eu lhe daria Lorca em um vaso de rosas, uma almofada de Sabines e cobertores de Benedetti; uma janela de García Marquez e a lua de Neruda.

Eu lhe daria a chuva de Becquer e o vento de Darío, a paixão de Frida, as carícias de Mistral e os suspiros de Storni. Também lhe daria um papel de Lhosa e a luz de Fuentes, uma caneta com a sua própria tinta e muitos beijos da minha boca.

Eu lhe daria o riso através da nossa música e do nosso amor. Eu lhe daria o nosso amor embrulhado no tempo, removeria a areia do relógio e contaria todos os grãos. Eu faria do nosso amor algo eterno. E tudo, tudo isso eu faria por você”.

Em meio aos versos, sempre teremos um ao outro

Aconteça o que acontecer, que a incerteza nos surpreenda com os dedos entrelaçados, descrevendo a textura do nosso amor, apreciando o canto das folhas do outono e sentindo “borboletas no estômago”.

Que sejamos fugazes, que nos dispamos de todos os preconceitos, que abandonemos nossos medos, que nos vejamos nas lembranças, que nos falemos com palavras, com pontos e vírgulas e com silêncios desconfortáveis.

Desejo que o nosso romance atraia olhares, e mesmo que se acabe com o tempo, que eu possa recomendá-lo. Espero que você continue amando muitas pessoas, roçando muitas peles e que todas elas lhe façam sentir que é o melhor livro e a melhor história que já caiu em suas mãos.

Eu lhe desejo muito sucesso; que os seus verbos tirem a minha roupa, erotizem meus pensamentos e mergulhem nas minhas fraquezas, meus medos e meus pudores.

“- Então o que faremos?

– Amor.

– Tem certeza?

– Sim.

– Excelente, vou me despir.

– E por que está tirando a roupa?

– Para fazer amor.

– Quem lhe disse que é preciso tirar a roupa para fazer amor?

– Pelo que sei, é assim que se faz.

– Não, isso não é amor. Isso é posse.

– Não entendo, e como se faz?

– Continue vestido e vamos conversar até cansarmos, até nos decifrarmos, até descobrirmos todas as nossas memórias e todos os nossos segredos mais profundos, até deleitar-me em vê-lo, até que estes olhos se cansem e me obriguem a dormir.

– E você vai forçá-los a ficarem abertos?

– Sim, somente para vê-lo”.

-Autor desconhecido-

 

Faça-me conhecer o amor, incendeie-me com a sua lembrança, faça subir os calores e corar as minhas bochechas. Faça-me sorrir no escuro e na solidão, lembrá-lo com ternura, desejá-lo em meus braços em minhas noites de insônia, e ao lado da minha mesa de cabeceira.

Faça com que o mundo se entusiasme, que com você conheçam o verdadeiro êxtase. Ensine-lhes as sensações que você é capaz de criar com um simples toque de suas folhas, do seu pelo na pele nua, com suas palavras e suas histórias.

Faça-me conhecer o amor, confiar no impossível, deslizar pelos cipós da selva das suas histórias. Faça-me admirá-lo, porque não conheço uma paixão melhor do que compreender-me entre suas linhas e entregar-me às suas mensagens.

Eu o leio todas as noites e mergulho em suas letras; devoro suas vírgulas e me tranquilizo nos pontos. Permaneço quieta nas suas reticências e me afogo nas suas exclamações.

Inquieta, percorro suas páginas até chegar ao ponto desejado. Deslizo lentamente pelos seus sintagmas, bebo “gole a gole” os seus vocábulos e arremeto sem pudor até o esperado ponto final.

– Autor desconhecido –

 

Vem dormir comigo, não faremos amor, ele nos fará

E então eu me rendo a Cortázar e mergulho na profundidade do calor das suas letras. Ele me abraçou por toda a eternidade e eu me apaixonei por suas palavras. Prestei homenagens a nossa noite de amor, a nossa leitura de sonho e ao nosso entretenimento vital.

Somos ao mesmo tempo conhecidos e desconhecidos, vivemos nervosos pela incerteza de não sabermos como nos tratar e nos apressamos em nos acariciar como os jovens amantes em seu desvelo.

Que a inabilidade nos guie a cada noite, que pulemos páginas, que não queiramos chegar ao fim, que ansiemos por terminar e desfrutar, que possamos sorrir e que nos aflija um ponto final.

Podemos desfrutar, porque não existe nada mais belo do que o que você me proporciona. Quero a minha biblioteca cheia de livros como você, e que seja ao mesmo tempo único e exclusivo. E assim poderei experimentá-lo muitas vezes como em nossa primeira vez, livro da minha vida…

FONTEA Mente É Maravilhosa
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