Não, ainda não passou. Ainda é amor, ainda é você. Cê ainda tá aqui, num canto tão bem guardado que às vezes parece que realmente te “deixei de lado”. Mas não, ainda não te deixei ir de mim.

E isso dói muito. Porque, num minuto de lucidez que vez ou outra ainda tenho, quando paro um pouco, quando não estou preenchido pela rotina, é você que vem no pensamento.

E, do nada, não importa onde esteja, tudo que quero é te ver, te ter. E isso dói ainda mais, pois sei que não dá.

Nós fechamos um acordo no último olhar, combinamos que seria ponto final e não vírgula. Combinamos que seria definitivamente adeus e não mais uma simples despedida.

E quando a vontade é grande, me controlo pra não te mandar uma mensagem escrita para parecer despretensiosa, mas que na verdade, estaria te pedindo o coração pra vida inteira sem fazer alarde.

Sabe, foi tão bom enquanto durou. Na verdade, ainda é bom. E isso é o que faz doer tanto. Nós deixamos esse amor escapulir por tão pouco! Se colocarmos as coisas positivas numa balança com as negativas, o lado bom ainda vai pesar pelo menos dez vezes mais.

Porque ainda é bom, talvez o melhor amor do mundo. E parece que não enxergamos isso meses atrás, quando resolvemos pôr um ponto final meio sem sentindo – que mais parece reticências – nesse amor.

E eu nunca vou entender o que realmente aconteceu com a gente. Mas se não der mais certo, o que importa é que vivemos como se fosse durar para sempre e isso fez de cada momento inesquecível. É, e eu vou tentar me contentar com isso.

 

Escrito por Alisson Christian Freitas.

 

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