Abra o coração para novas possibilidades

Eu que sempre torcia o nariz pra tudo que levasse frango desfiado, especialmente com molho, acabei me rendendo e nos últimos cafés que tomei por aí, o empadão e a coxinha de FRANGO fizeram parte do meu pedido! E pior (ou melhor), foram bem aceitos porque felizmente estavam super saborosos. Se você está se perguntando onde tudo isso vai dar, já adianto que sim, é sobre relacionamento que vamos falar e não sobre gastronomia. Toda essa introdução nos leva ao assunto do texto de hoje: nossas escolhas e as possíveis e bem-vindas mudanças que nos permitimos fazer com relação a elas. Vamos falar especificamente sobre nossas preferências nas relações amorosas, e de como acabamos nos limitando a alguns aspectos efêmeros e com valor super pequeno, quando poderíamos ampliar nossos horizontes e abrir nosso leque, especialmente no que diz respeito à questões físicas.

Num mundo onde a superficialidade tem sido mais levada em consideração do que os pontos que de fato deveriam pesar pra nós enquanto seres RACIONAIS, chega a ser estranho abrir mão do que engessamos como ideal. Da mesma forma, pra não destoar do “grupo”, acabamos optando por procurar incansavelmente pelo que mais se encaixa ao que “todo mundo” tem como o melhor. O que tô tentando dizer é que, quando somente a parte física é posta à prova, é bem comum que a gente engula a seco características que muitas vezes sequer suportamos, somente porque queremos mostrar que estamos inseridos no contexto que a maioria aprova. “Ele é grosseiro, mas olha esse abdômen!”, “ela só fala de grifes o dia todo, mas que bunda redondinha é essa?”, “ele me destrata na frente dos nossos amigos, mas me enche de presentes caros o tempo todo…”, etc. São tantos os casos que daria pra encher páginas e mais páginas. E saltam à nossa vista o tempo todo, não é algo incomum, muito pelo contrário. Você inclusive deve ter várias histórias pra contar…

Pra ir mais a fundo, vou dar um exemplo falando do meu gosto pra homens. Adoro os altos, mais velhos e de pele morena, e penso que SIM, tenho todo o direito de escolher aqueles que cumprem com tais requisitos. Porém, não foram só os bonitões com essas características que ganharam meu coração. Já me relacionei com os mais diversos tipos, o que inclui raça, cor e todos esses títulos que a sociedade resolveu criar pra “catalogar” as pessoas. Embora quisesse ter ao meu lado o machinho com o tipo físico que aprecio mais, optei por não limitar minhas escolhas porque queria ver as pessoas além de sua parte externa. Claro que, abrindo essas exceções, pude estar com caras incríveis, outros nem tão bacanas assim, mas que de alguma forma puderam me mostrar que essas limitações não passam de engano. Quando não se observa as pessoas “por dentro”, em poucos meses ou até dias, é possível não suportar mais sua presença, já que o lado “ruim” começa a aparecer e se torna gritante em pouco tempo. E mesmo que o boy seja o mais gato ou gostoso da galáxia, nada é capaz de te prender a um ser que te causa em casos extremos, até repugnância.

Claro que, temos sim todo o direito de escolher quem agrada aos nossos olhos, quem não quer uma pessoa bonita do lado? Até eu quero! Mas, como diz o ditado: “quem ama o feio, bonito lhe parece”. Logo, se quem está ao seu lado tem principalmente qualidades desejáveis em seu caráter, por exemplo, tem grandes chances de se tornar o mais belo dos belos pra você e também pra quem faz parte do seu convívio. E se eles não o acharem fisicamente adequado como você acha, problema deles. Quem está feliz é você, ainda mais enxergando as coisas que tem muito mais valor que um peitoral definido ou um rosto de galã de Hollywood!  Vejo tanta gente que se relaciona sem ao menos conseguir conversar, gente que mal se conhece, mas que tenta passar uma falsa impressão de “fomos feitos um pro outro”, pessoas com química abaixo de zero e que ainda assim se obrigam a viver de aparência pra que os outros sintam inveja da sua “felicidade”… Vivo me perguntando pra que isso? Pra provar o que e pra quem? Ao mesmo tempo, vejo casais nada “convencionais” aos olhos e julgamentos alheios, porém visivelmente felizes e entrosados, que se entendem através de um olhar e com um encaixe super redondinho.

Cá entre nós, dar chance à novas possibilidades não arranca pedaço de ninguém e podemos sempre voltar atrás, já que não temos que ficar com ninguém quando não rola aquela coisa gostosa de verdade. Por isso mesmo, acho válido arriscar por caminhos diferentes, porque vai que numa dessas tentativas você acaba encontrando alguém especial com quem possa dividir seus momentos, o edredom e até sua coxinha de frango!

FONTESuper Ela
TEXTO DEEve Soberano
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