A primeira vez que te vi

Eu realmente não sabia o quanto iria gostar das suas leves mordidas que arrepiam tanto o meu pescoço, dos seus beijos com sabor de “quero mais” e daquele carinho gostoso que você faz no meu rosto enquanto está deitada no meu peito, planejando o futuro ou apenas existindo e pensando em coisas distantes.

Mas algo ali, atrás da seriedade da roupa preta que você usava e de uma maquiagem que trazia uma mulher focada e objetiva, já me dizia que eu iria gostar de você, não me dizia que eu iria te amar. Mas gostar eu tenho certeza que sim, aquele sorriso de canto, de quem não dá mole pra ninguém, e não gosta de muita gente invadindo o seu próprio mundo, já havia sido o suficiente para a minha mente que adora um novo desafio. E eu, cansado de tanto esperar, sabia que era ali que devia me aventurar.

A primeira vez que te vi eu já sabia de tudo, teus olhos te entregaram e meu coração se entregou. Naquele cantinho de sala, escondida perto da sua mãe (que, por ventura, havia puxado assunto com a minha), você apareceu. E a cada novo dia, foi aparecendo um pouco mais e me mostrando que mais do que toda aquela beleza exterior, ainda havia muito para aprender e se apaixonar dentro de você. Aos poucos, por completa irá aparecer. Agora tudo o que eu não quero, é ter que ver você desaparecer.

Escrito por Bryan Gabriel, colunista do Sábias Palavras

Escritores3-01

FONTESábias Palavras
TEXTO DEBryan Gabriel
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