A Era da Carência

Sábado a noite. Você resolve sair com suas amigas. Se arruma toda, vai para alguma balada, começa a rir, a beber e conhece alguém.

O cara é legal, bonitinho. Vocês conversam, o papo flui e rola um beijo. E que beijo! Mais conversa, mais química, troca de telefones. Você se vai. Chega em casa e se surpreende com uma mensagem no Whats App “vou sonhar com essa boca gostosa hoje”. Dorme pensando “me dei bem”.

No dia seguinte acorda com uma mensagem de bom dia, conversa com o boy a caminho do trabalho e chegando lá esquece o celular num canto por algumas horas, afinal, você está ali para trabalhar. Quando pega o celular novamente tem umas dez mensagens do ser sobre diversos assuntos e a cerejinha do bolo no final“nossa, o que você está fazendo de TÃO importante que não pode me dar atenção?”

Se você tinha algum interesse pelo cara ele já começa a decair ali mesmo.

Juro que não sei o que as pessoas digo pessoas porque sei que muita mulher também age assim tem na cabeça quando fazem esse tipo de comentário para forçar um grau de intimidade ainda inexistente, mas se eu pudesse dar um único toque, este seria:

Fujam da carência. Não cobrem atenção. Ainda mais de alguém que acabou de conhecer.

As pessoas possuem algo chamado vida e que, bem ou mal, já existia antes de conhecerem você. Possuem família, amigos, trabalho, estudos e diversas outras coisas que também necessitam de atenção. Se ela quiser, dará um jeito de te ver e/ou falar com você.

Mas não cobre, isso é chato. E broxante pra caralho.

Existem coisas na vida que só valem a pena se chegam de graça. Amor, carinho e atenção são alguma delas. É isso, só isso.

FONTESimone Oliveira
COMPARTILHAR





COMENTÁRIOS