6 coisas pelas quais não temos que nos justificar

É verdade que muitas das nossas decisões costumam gerar perguntas e, às vezes, dúvidas daqueles que nos cercam. Sempre estaremos com pessoas que têm algo a dizer e julgam como certo ou errado nossas atitudes e a forma como agimos na vida.

David William, psicólogo e blogueiro, considera, depois de diversos estudos sociais, que não devemos nem somos obrigados a dar explicações e a nos justificar, embora sejamos muitos os que receberam uma educação na qual não se justificar pode fazer com que sintamos que falhamos.

“Se você não tem liberdade interior, que outra liberdade espera poder ter?”
-Arturo Graf-

A seguir contaremos quando você não precisa se justificar, mesmo que suas crenças e sua educação digam o contrário. Tenha em conta que a única pessoa a quem você tem que responder é a si próprio, por mais que outros tentem fazer com que você se justifique.

Você não tem por que explicar as prioridades da sua vida

Cada um de nós somos únicos e irrepetíveis. Por essa razão, podemos encontrar em nosso caminho existencial pessoas que não estejam de acordo com os nossos gostos ou atitudes em nossa própria vida. Você tem sua própria ideia e sabe o que precisa fazer para viver bem e ser justo consigo mesmo ou com as pessoas ao seu redor.

Temos sonhos, metas e desejos diferentes uns dos outros. Aprender, ter empatia e respeitar é essencial na hora de não julgar algo tão sagrado como são as nossas prioridades vitais. Você mesmo é quem decide e tem o poder de escolher. Por essa razão, você não tem que se justificar diante de ninguém quando fizer ou deixar de fazer certas ações.

Não peça perdão por aquilo que você não se sente arrependido, pelo que não fez mal ou pelo que não o comove

Você é livre para sentir suas próprias emoções. Por essa razão, se você não se sentir culpado por algo que os outros acreditam que você fez, não coloque uma máscara que seu corpo, ao longo do tempo, o culpará por isso, por deixar de ser você mesmo. Não interessa o que os outros pensem, esta é a sua decisão e mudará quando você sentir necessidade.

Se, na realidade, você sente que não é necessário pedir perdão, porque fazê-lo? Por que os demais estão exigindo? Não deixe que os outros digam como você deve se sentir e o que você deve fazer… Respeite-se e, acima de tudo, seja fiel a si mesmo. 

O tempo que você passa sozinho é somente coisa sua, você não tem que dar explicações

É verdade que ainda que sejamos maduros e inteligentes emocionalmente, é muito difícil dizer “não” a muitos compromissos ou encontros, por não querer ir a determinados eventos simplesmente porque gostamos de estar sós. Temos medo de parecer presunçosos, arrogantes e, até mesmo, antissociais.

Mas não nos damos conta da importância de tomar um tempo para nós mesmos, em muitas ocasiões, e permitir esta desconexão que nos oferece silêncio e relaxamento. Desejar passar um tempo sozinho consigo mesmo, na realidade, é um comportamento normal e necessário para um bem-estar emocional saudável em seu dia a dia.

Não se preocupe em dar explicações do tempo que você passa sozinho e mantenha este saudável costume que lhe faz tão bem, na medida certa. Você decide com o que passar seu tempo e de que forma, o fato dos outros não entenderem não torna obrigatória uma explicação.

É necessário respeitar a opinião pessoal dos demais, mas nem por isso você tem que aceitá-la

Como eu comentava nos pontos anteriores, ter empatia implica respeito e aceitação por aqueles que possam estar em desacordo com a sua forma de pensar. E também acontece o contrário. Nós, seres humanos, compartilhamos emoções, vivências, experiências e crenças. Tudo o que nos transforma e faz com que sejamos“nós mesmos”.

Convido-lhe a ser transparente e não fingir que está de acordo. sinceridade é fundamental para apreciar uma relação saudável: faça saber, de forma respeitosa, que você não pensa igual, e se você não tem vontade de dizer o porquê, não há motivo para fazê-lo.

Ninguém tem que obrigá-lo a dizer “sim”

Viemos a este mundo com o direito da liberdade, de nos sentirmos livres para tomar as decisões que nós mesmos acreditamos serem ideais e saudáveis para nós mesmos. E, consequentemente, para as pessoas que amamos. Dizem que as pessoas mais bem sucedidas são aquelas que dominaram a arte de rejeitar o que, para elas mesmas, não é uma prioridade, ou simplesmente não querem fazer.

É importante agradecer e ser grato, mas não tenha medo de dizer “não”, caso queira fazê-lo. O respeito por si mesmo é fundamental e, ao rejeitar algo que você não quer, valida você mesmo como uma pessoa única e um ser humano extraordinário. Isso nos ajuda a estabelecer nossos próprios limites e faz com que sejamos respeitados.

O caminho escolhido por você, em sua vida, é sagrado. Você não tem motivo para dar explicações a ninguém sobre esta escolha

Há alguns dias, em uma das minhas sessões com um cliente, me propus a trabalhar a eterna dualidade do prazer versus trabalho. Nós vivemos em um sistema que nos educa sob a regra de que o trabalho é apenas responsabilidade e dores de cabeça. Que se nós trabalharmos não podemos apreciar nem nos sentir vivos durante a jornada de trabalho. E escolhemos pensar assim porque cremos que é o correto, ou com medo do que as pessoas podem dizer.

Mas eu gostaria do perguntar a você… Por que você pensa assim? Se você pudesse escolher como pensar,  o que você realmente gostaria de fazer? Você não é obrigado a explicar às pessoas ao seu redor por que preferiu dedicar a sua vida a uma profissão ou outra.

Lembre-se de que você é dono da sua própria vida; aceite as críticas e aprenda com elas. Nunca se sinta mal pelo que você acredita que seja o melhor para você.

Fazer o que você gosta o transforma no que você é de verdade, lhe dá asas para tocar a melhor versão de você mesmo. Se o colocam em dúvida, recorra à elegante frase: “Não se ofenda, mas isso não é assunto seu“. Eles têm o poder de fazer isso ou não em suas vidas; você também.






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