12 necessidades que são a causa dos vazios em nossa alma

Todos os dias sentimos necessidades que nos produzem ansiedade, desconforto e que nos fazem se sentir como crianças. Sentimos vazios na alma quando deixamos de ser importantes, quando não nos dão a razão, ou quando nos sentimos vítimas do que acontece em nossa vida.

Vamos analisar cada uma dessas necessidades, que segundo o psicólogo e escritor Bernabé Tierno, são a causa dos vazios em nossa alma, e podem nos levar a produzir ansiedade e estresse se não forem controladas adequadamente.

As necessidades que causam vazios

A necessidade de ser importante a qualquer preço

A necessidade de ser importante é o resultado da falta de autoestima. Nasce um desejo irreprimível de ser importante para compensar os vazios que sentimos na alma, quando na verdade o que acontece é que nós não nos amamos o suficiente.

Quem sente essa necessidade tentará ser apreciado por todo mundo e não hesitará em mentir para alcançar isso. Uma pessoa que precisa ser importante enfeitará sua vida para que todos a adorem, e para conseguir seu minuto de glória. No entanto, um desejo moderado de ser levado em conta é normal e saudável, o problema ocorre quando esse desejo se torna incontrolável.

A necessidade de sempre ter a razão

É o desejo de que todos sempre concordem com o que dizemos ou pensamos. As pessoas que sofrem desta necessidade discutem fervorosamente quando alguém não lhes dá razão, porque se eles não têm a razão ou não a damos, eles se sentem nus e desprotegidos.

A necessidade de amar e ser amado

Não há dúvidas da necessidade do amor como a força da vida, como um sentimento espontâneo e puro que surge sem que percebamos. O componente emocional do amor faz com que este possa surgir ou desaparecer mesmo sem estarmos conscientes disso.

Não faz sentido que alguém proíba o amor ou exija ser amado, porque o amor não é controlado, ele apenas surge. Uma pessoa que sente a necessidade de amar e ser amada é, geralmente, uma pessoa que não ama a si mesma.

A necessidade de descarregar a raiva

A raiva e a indignação em determinadas situações são humanas. Todos nós já nos chateamos alguma vez em nossa vida, ou sentimos uma indignação por alguma injustiça. Mas a raiva não se justifica quando a usamos para encobrir os nossos erros ou delitos. Neste caso, a indignação ou raiva já não tem um propósito nobre, mas apenas servem para alimentar nosso ego.

A necessidade de se preocupar por tudo

Há pessoas muito negativas, que veem somente o mal, parecem apenas enxergar as desgraças e nunca são capazes de dizer alguma coisa positiva. São pessoas que espalham a preocupação e ainda argumentam que nunca nos preocupamos o suficiente. Não é possível argumentar com uma pessoa que pensa assim, pois é o mesmo que estar falando com uma parede, e você ainda pode acabar se contagiando com sua negatividade.

A necessidade de culpar os outros

As crianças, quando cometem um erro, às vezes tentam culpar outra criança, mas tal comportamento deve ser evitado, elogiando-se a coragem e honestidade de quem diz a verdade, apesar das consequências. É importante aprender que, embora o comportamento tinha sido ruim, é nobre reconhecer o erro e se arrepender.

A necessidade de se sentir superior aos outros

O amor por nós mesmos é saudável e normal, ele deve amadurecer com a idade, e será acompanhado pela empatia e pela preocupação com os outros. Mas quando esse amor é desmedido, nos tornamos seres egoístas e orgulhosos que só procuram a própria satisfação.

A necessidade de se sentir vítima e buscar compaixão

As verdadeiras vítimas se sentem indignadas com um agressor de fato, com nomes e sobrenomes, e nunca querem estar no centro das atenções, pelo contrário, sentem vergonha e medo pela situação. Mas há pessoas que nunca sofreram quaisquer maus tratos e desempenham o papel de vítimas, a fim de se tornar o centro das atenções.

 

A necessidade de que os outros assumam a responsabilidade

Existem pessoas ativas, que trabalham, assumem a responsabilidade e atingem metas; e existem pessoas passivas que não sabem ou não contestam, não estão aí para ninguém, e não querem assumir qualquer responsabilidade. Isto é devido ao medo que essas pessoas passivas têm de se mostrarem tal como são, porque na realidade se sentem inferiores.

A necessidade de encontrar defeitos

As pessoas que buscam incansavelmente os defeitos dos outros, que não cessam em procurá-los e jogá-los na cara, paradoxalmente, não suportam uma única crítica. O hipercrítico é incapaz de assumir as suas falhas e por isso se dedica a criticar os outros, ao invés de criticar a si mesmo.

A necessidade de ter coisas

A necessidade de se ter muitas coisas, de comprar coisas que não precisamos, é produzida por nosso desejo de cobrir nossa alma vazia com todos estes bens materiais. Paradoxalmente, quanto maior for a necessidade de se acumular coisas, maior é o nosso vazio. Neste caso, é necessário sermos conscientes dos nossos erros, e devemos buscar as riquezas em nosso intelecto, em nosso espírito e em nossos sentimentos.

“Os espíritos desenfreados inutilmente aspiram alcançar a mais elevada perfeição”.
-Johann Wofgang Goethe-

A necessidade de que tudo seja perfeito e maravilhoso

Esta necessidade é, talvez, a mais perigosa de todas, porque gera diretamente ansiedade, estresse, baixa autoestima… Um perfeccionista busca incansavelmente o sucesso e nada parece ser suficiente. A insatisfação produz estresse e exaustão. Para evitar esse comportamento é essencial sermos conscientes do que somos, e avaliarmos os nossos defeitos e as nossas virtudes.

FONTEA Mente É Maravilhosa
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