10 mandamentos da Mafalda

10 mandamentos para a nossa jornada diária segundo Mafalda.

 

10 Mandamentos que Aprendi com Mafalda Um pouco da historia da Mafalda

Antes de contar um pouco da história da Mafalda, quero escrever algo bem personalizado como esta personagem das tirinhas muda a minha visão de mundo, me torna mais humana, mais crítica e mais preocupada. Mafalda é uma menina que mora na Argentina em meados dos anos sessenta, filha de pais da classe média, parece uma menina relativamente normal para sua idade, frequenta a escola, tem alguns amigos, vai para praia, no entanto, ela é muito mais do que essa descrição. Ouso dizer que a personagem parece viva, sair capaz de sair do papel para ganhar voz, cores e até mesmo senso de humor. Ao se deparar com suas tirinhas é possível sentir o que ela está sentindo, pensar como ela está pensando e mais extraordinário nos permite mudar. O seu criador Quino não tinha pretensão de criar a Mafalda , a personagem no começo era apenas para ser um slogan de uma campanha de produtos de limpezas, mas parece que até ali se mostrava maior, impunha todo o seu potencial como se gritasse para ganhar vida. Se tornou não apenas uma campanha publicitária, mas ganhou o coração de gerações, perpetuou durante décadas e se mantém atual. Completou cinquenta anos em setembro de 2014, na sua terra natal se tornou uma das dez mais influentes personalidade do século vinte. Suas falas, suas críticas, seu modo de entender o mundo nos faz reciclar a nossa jornada.

1. Primeiro Mandamento: Preocupar-me com o que acontece no mundo ao nosso redor. O mundo que vai além do nosso umbigo e ultrapassa as fronteiras do nosso quintal.

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Mafalda imprime sua opinião de uma forma sincera, displicente e totalmente sensível. Não só porque ela é uma criança, também pelo destemor da censura em seus questionamentos. Ela indaga sobre os valores, hábitos do cotidiano, politica, desastres ambientais , falta de comunicação e uma porção de outras coisas. Se preocupa de verdade que mundo vamos deixar para as gerações futuras, se é que vamos verdadeiramente deixar um. Nos ensina a pensar além de nós mesmos, a nos voltarmos para o que está acontecendo ao nosso redor, o poder que a realidade exerce mesmo sem percebemos. O poder da leitura, de se manter atualizado ou no mínimo a par do que acontece. Tudo isso é fundamental para nos tornarmos MELHORES SERES HUMANOS ou pelo menos mais conscientes.

2. Segundo Mandamento: Esteja munido do BOM HUMOR para driblar e criticas o caos do nosso cotidiano, os cenários políticos e os demais absurdos.

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Mafalda nos ensina que uma das ferramentas mais poderosas para nos expressarmos e conseguirmos de forma direta, elegante e compassiva imprimir a nossa opinião é por meio do bom humor. Ela critica o mundo através do bom humor, acompanhado de elegância e muita ironia ela consegue expressar exatamente o que pensa. Talvez nos mostre que devemos descer do pedestal do medo e dos bons costumes que estamos a todo tempo vestindo para termos mais coragem de rir de nós mesmos, rir dos outros e rir do que acontece ao nosso redor. Afinal rir ainda é o melhor remédio e ponto final. 3. Terceiro Mandamento: Se posicione

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Mafalda nos ensina que não viemos ao mundo a passeio. É preciso posicionar-se, seja nos nossos vínculos afetivos, socialmente, politicamente ou no contexto que for. Encontre uma forma própria de se posicionar, através da escrita, da música, do corpo, da dança, da arte, do desenho , do grafismo etc. Um dos melhores caminhos para encontrar quem verdadeiramente somos , para onde vamos e o que estamos fazendo é conseguir nos posicionar. Afinal expressar a sua opinião mesmo que seja minoria não é apenas um ato de coragem, é um ato de liberdade e redenção.

4. Quarto Mandamento: saía da sua zona de conforto

Mafalda sempre usa criatividade para lidar com os conflitos do cotidiano. Suas tirinhas sempre tem alguma lição, uma ferramenta e até mesmo uma estratégia para lidar melhor com o nosso cotidiano. Talvez por ela ser latina muitas vezes em suas tirinhas acabamos por rir de coisas que não teriam a menor graça. Achava que isso era uma particularidade dos brasileiros, mas talvez seja algo inerente aos seres humanos driblar as mazelas da vida rindo.

5. Quinto Mandamento: Não se conforme

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Mafalda nos ensina nos posicionarmos no mundo, defender nossas ideias. Para reafirmarmos nossas ideologias a fim de que possamos de fato imprimir a nossa marca no mundo. Muitas vezes ficamos encima do muro, não sabemos se vamos para a direta ou esquerda, se vamos subir ou descer ou que vamos fazer. Acabamos por nos conformar, estacionamos em nossas zonas de conforto e ainda esperamos por milagres. Mafalda nos ensina a ir à luta, a não dar o braço a torcer, a entrar nas brigas que valem a pena tudo isso sem abrir mão da delicadeza, da ternura e dos hábitos de elegância. 6. Sexto Mandamento: Odeie a injustiça, odeie a impunidade, odeie as armas nucleares, odeio qualquer forma de preconceito e as demais convenções absurdas criadas pelos adultos.

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Odiar o que nos parece absurdo, caótico, desumano deveria ser a nossa principal responsabilidade como seres humanos. Ou seja, deveríamos levar os nossos instintos para passear de vez em quando a fim de nos tornarmos mais humanos. Se acabamos por funcionar no piloto automático e as coisas estranhas e insanas do nosso cotidiano, acabam por se tornar banais e até mesmo normais. Precisamos educar os nossos impulsos, os nossos sentimentos a fim de odiar tudo aquilo que é cruel, só assim poderemos arregaçar as mangas e lutarmos por um mundo melhor.

7. Sétimo Mandamento: Ame as coisas simples da vida e as desenvolva como hábito.

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Mafalda nos ensina a apreciar a cultura, o hábito da leitura, uma ida a praia, as felicidades do cotidiano e tudo que nos cerca que pode estar carregado de coisas boas, mas as esquecemos por sempre querer consumir mais. Temos que nos dar conta que menos é mais, ou seja, cultivar as coisas simples da vida é um passo para encontrar a serenidade e a leveza, afinal se estivermos menos carregados por “tralhas” podermos admirar mais a vista. Isso serve para darmos mais “likes” para o mundo real e menos para as virtualidades.

8. Oitavo Mandamento: Cultive utopias

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Mafalda acredita na paz no mundo, na felicidade plena, na simplicidade da vida, no poder da leitura, no fim das guerras e em tantas outras utopias. Devemos rechear o nosso mundo interno com utopias, os nossos sonhos mais remotos, nossas fantasias mais insanas e tudo aquilo que nos leva a acreditar que somos capazes de mudar o mundo, afinal se começarmos mudando o nosso mundo, provavelmente o mundo ao redor irá mudar.

9. Nono Mandamento: não deixe de lado a elegância, a ternura e a delicadeza 13124945_1706398086291506_284971074223611652_n.jpg

Mafalda fala o que pensa, defende suas ideias, tem critica, imprime opinião, mas sem descuidar da ternura, da delicadeza, das gentilezas. Se queremos de fato imprimir a nossa marca no mundo, devemos receber as pedras que recebemos com carinho, se arremessarmos com a mesma intensidade que a recebemos, iremos nos igualar com nossos inimigos. Assim devemos desenvolver uma forma mais terna de lidar com os conflitos, através do nosso caráter, dos nossos exemplos se quisermos ir mais longe, ou seja, preserve a ternura, o amor, a gentileza e elegância.

10. Décimo Mandamento: preserve a sua autenticidade.

13173987_1706398229624825_9115071913878706222_n.jpg A essência da Mafalda é a autenticidade, ela perpetua no tempo e consegue preservar a sua personalidade. Apesar de tudo, das guerras, das injustiças, dos conflitos do cotidiano e de tudo que poderia fazer que ela se dobrasse, mudasse, ao contrário ela se mantém íntegra e repleta de originalidade. Conseguir sermos nós mesmos frente a todo o caos é uma tarefa que além de corajosa, um ato de paciência. Mafalda me ensinou a preservar a minha autenticidade, de não ser “uma Maria vai com as outras”, de não seguir a moda e principalmente de não argumentar sem ter razão ou conhecimento. Por fim ela me ensinou que podemos falar o que pensamos, podemos fazer a diferença, mas se soubermos os caminhos para chegar mais longe. As ferramentas são simples e fazem a gente ir mais longe, basta querer. Ler nos salva da ignorância e nos torna bons críticos e argumentadores, a cultura sustenta isso e assim teremos voz e sentimento em nossos atos.

FONTEObvious Mag
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